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29 set 2023 · atualizado em 11 ago 2026

Exposição de carros antigos no Brasil: as maiores

Dono do Carro 6 min de leitura

O calendário brasileiro de exposição de carros antigos se repete nos mesmos meses todo ano, o que permite planejar com antecedência: abril em Águas de Lindóia, agosto em Novo Hamburgo, setembro em Belo Horizonte e novembro no Rio de Janeiro.

Vale conferir as datas exatas nos sites dos organizadores antes de viajar, porque o fim de semana muda de um ano para o outro. Já a cidade e o mês costumam se manter.

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O que se vê numa exposição de carros antigos

É o nome do hobby de colecionar, restaurar, preservar e exibir veículos antigos. Segundo a Federação Brasileira de Veículos Antigos, entra nessa categoria o veículo com mais de 30 anos de fabricação que mantenha as características originais de época.

A prática nasceu na Europa em meados do século 20 e chegou ao Brasil com força a partir dos anos 1970, porque foi então que surgiram os primeiros clubes. Hoje o país tem encontros em todas as regiões, e boa parte deles reúne também feira de peças, que costuma ser a parte mais concorrida de toda exposição de carros antigos.

As maiores exposições de carros antigos do Brasil

Encontro Brasileiro de Autos Antigos, em Águas de Lindóia (SP)

Acontece em abril e é considerado o maior evento do gênero na América Latina. Reúne centenas de expositores e mais de 800 veículos, com feira de peças, miniaturas, livros, shows e palestras.

Expoclassic, em Novo Hamburgo (RS)

Realizada em agosto, é o maior evento coberto do segmento no país. Ocupa cerca de 22 mil metros quadrados e recebe mais de 300 veículos, entre carros nacionais e importados, motos, caminhões e bicicletas, além de leilão e feira de peças.

BH Classic Auto Fest, em Belo Horizonte (MG)

Organizado em setembro pelo Clube do Carro Antigo de Minas Gerais, reúne cerca de 250 veículos, dos populares aos de luxo, com feira de peças, mercado das pulgas e estrutura para família.

Park Lord’s VW, no Rio de Janeiro (RJ)

Promovido em novembro pelo Clube do Fusca do Rio, é um dos maiores encontros exclusivos da Volkswagen no Brasil, com mais de 500 veículos da marca, incluindo Fusca, Kombi, Brasília, Variant e Karmann-Ghia.

Outros encontros pelo país

  • Encontro Paulista de Autos Antigos, em Vinhedo (SP)
  • Encontro Sul-Brasileiro, em Pomerode (SC)
  • Encontro Nacional, em Araxá (MG)
  • Encontro Nordestino, em Olinda (PE)
  • Encontro Norte, em Belém (PA)

Da exposição de carros antigos para a garagem: a placa de coleção

Quem sai de uma feira pensando em comprar precisa entender esse ponto antes de fechar negócio, porque ele muda o uso do veículo.

Veículos com mais de 30 anos podem ser registrados como veículo de coleção, com placa e regras próprias. O que isso implica:

  • Circulação com restrição, voltada a eventos, deslocamentos para manutenção e trajetos ligados ao hobby, e não ao uso diário.
  • Vistoria específica, que verifica a originalidade e o estado do veículo, normalmente com o aval de um clube credenciado.
  • Isenção ou redução de IPVA em vários estados, embora a idade exigida varie — a regra é estadual, então confira na Secretaria da Fazenda do seu estado.

Existe também a alternativa de manter o registro comum, sem restrição de uso, mas abrindo mão dos benefícios. A escolha depende de o carro ser peça de coleção ou veículo para rodar de vez em quando.

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Antes de comprar o que você viu na exposição de carros antigos

Pesquise o modelo antes do carro. Levante a história, os pontos fracos conhecidos e, principalmente, a disponibilidade de peças, porque modelo bonito sem reposição vira ornamento caro.

Avalie com quem entende. Vale a inspeção mecânica que se recomenda para qualquer usado, descrita em comprar carro usado, mas também um par de olhos de alguém do clube. Ferrugem estrutural é o que mais custa, já que é justamente o que menos aparece.

Confira a documentação com cuidado extra. Chassi remarcado, motor trocado sem registro e histórico incompleto travam a transferência e a placa de coleção.

Combine expectativa e orçamento. Restauração honesta leva tempo e dinheiro, porque quase sempre custa mais do que o carro vale depois de pronta. Quem entra pelo prazer do processo se dá bem, mas quem entra pensando em revenda raramente.

Ache um mecânico que goste do assunto. Carro antigo pede quem saiba trabalhar sem scanner e com peça improvável, e o caminho está em como escolher um bom mecânico.

Como preservar

Guarde em local coberto e ventilado, porque umidade parada é o que come lataria por baixo. E rode o carro periodicamente, já que ficar parado resseca borracha, empasta combustível e sulfata bateria. Em carro antigo, parar faz mais mal que andar.

Use o óleo e o combustível adequados ao projeto, e atenção especial ao sistema de freio, que em veículo parado costuma ser o primeiro a falhar. Sobre peças de reposição, a diferença entre linhas está em peça original ou de reposição.

Perguntas rápidas

Qual a maior exposição de carros antigos do Brasil?

O Encontro Brasileiro de Autos Antigos, em Águas de Lindóia, no interior paulista, realizado em abril. É considerado o maior do gênero na América Latina, com mais de 800 veículos e feira de peças.

A partir de quantos anos um carro é considerado antigo?

Trinta anos de fabricação, segundo o critério da Federação Brasileira de Veículos Antigos, desde que o veículo mantenha as características originais de época. Modificações descaracterizantes tiram o carro dessa condição.

Carro antigo paga IPVA?

Depende do estado, porque a regra é estadual. Muitos estados isentam veículos acima de determinada idade, mas o limite varia, por isso a consulta correta é na Secretaria da Fazenda do seu estado.

O que é placa de coleção?

É o registro específico para veículos com mais de 30 anos, que exige vistoria de originalidade e restringe a circulação a eventos, manutenção e deslocamentos ligados ao hobby. Em troca, costuma trazer benefícios fiscais.

Vale a pena comprar carro antigo como investimento?

Raramente. A restauração honesta costuma custar mais do que o veículo vale depois de pronta, e a liquidez é baixa. O hobby compensa pelo prazer do processo, e não pela revenda.

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